A confirmação foi feita pelo CEO da empresa, Josh D’Amaro, durante uma reunião e teleconferência de resultados com investidores. O executivo explicou que a oferta sem custos servirá como uma “porta de entrada” (topo do funil de aquisição) para introduzir novos públicos ao ecossistema da marca e, eventualmente, convertê-los em assinantes de serviços pagos como o Disney+ e o Hulu.
Principais Pontos da Declaração de Josh D’Amaro
Durante a conferência com os acionistas, o executivo destacou as razões estratégicas por trás da análise do novo produto:
- Alcance e Sensibilidade ao Preço: “Enxergamos isso como uma maneira de expandir nosso alcance para um segmento de clientes mais sensível a preços”, afirmou D’Amaro. O executivo ressaltou que ampliar essa presença é uma das prioridades estratégicas da Disney.
- Impulso às Assinaturas Pagas: A empresa acredita que a experiência gratuita ajudará a fisgar novos utilizadores que não desejam comprometer o orçamento mensal com novas assinaturas, alimentando a base do Disney+ ao longo do tempo.
- Potencial Publicitário: Ao contrário de concorrentes diretos, a Disney dispõe de um volume expressivo de inventário publicitário disponível em diversas frentes, o que permite acelerar e monetizar de forma eficiente um serviço mantido por anúncios.
- Status do Projeto: Embora tenha enfatizado que ainda não há um anúncio oficial ou data de lançamento definida, D’Amaro foi direto ao declarar que a criação de uma oferta gratuita “definitivamente é algo que estamos considerando”.
Tendência do Mercado e Modelo FAST
A movimentação da Disney acompanha a forte ascensão dos canais no modelo FAST (Free Ad-Supported Streaming TV, ou televisão por streaming gratuita suportada por anúncios). Com o aumento dos custos das assinaturas de streaming tradicionais, diversas gigantes de media têm investido na diversificação das suas receitas, combinando publicidade dirigida com a captura de públicos que migraram da televisão por cabo tradicional.
Detalhes sobre o catálogo de conteúdos, o formato das exibições e as regiões onde o serviço gratuito poderá estrear inicialmente ainda são mantidos em sigilo.


