Apesar do enorme sucesso do filme original de 2016 e do forte apelo cultural da marca, o longa-metragem não conseguiu replicar o fenômeno de arrecadação de outros remakes da casa, como O Rei Leão ou A Bela e a Fera.
Os Números da Bilheteria
O filme abriu abaixo das expectativas tanto no mercado norte-americano quanto no circuito internacional, arrecadando US$ 45 milhões em seu primeiro fim de semana na bilheteria doméstica de EUA e Canadá, quando as projeções mais pessimistas da Disney apontavam para um mínimo de US$ 65 milhões, e alcançando US$ 115 milhões globais ao somar os mercados internacionais, um início considerado preocupante para garantir o retorno financeiro de uma produção cujo orçamento estimado ultrapassou a casa dos US$ 200 milhões, sem contar os gastos massivos com marketing.
Especialistas da indústria apontam uma combinação de fatores para explicar o desinteresse do público geral:
- Proximidade com a Animação: Muitos críticos e cinéfilos apontaram que o intervalo de apenas dez anos entre a animação original (2016) e o live-action gerou uma sensação de redundância e falta de novidade no público.
- Concorrência Feroz: O longa dividiu as salas de cinema com outras grandes produções voltadas para o público familiar e infantojuvenil que estão com forte sustentação nas telas.
- Recepção Crítica Mista: O filme amargou avaliações mornas nos agregadores como o Rotten Tomatoes. Embora a fidelidade visual e a performance da nova atriz tenham sido elogiadas, o roteiro foi criticado por seguir a estrutura anterior de forma quase idêntica, sem trazer camadas inéditas à jornada.
Um dos principais pilares de divulgação do filme foi o retorno de Dwayne “The Rock” Johnson no papel do semideus Maui, personagem que ele mesmo dublou na versão animada. Embora a presença do astro tenha garantido boa visibilidade e engajamento em programas de TV e redes sociais, o seu poder de atração nas bilheterias não foi suficiente para carregar o peso do filme sozinho nos mercados internacionais.


