Um novo estudo de comportamento da consultora Deloitte, focado nos hábitos digitais das diferentes gerações, trouxe dados alarmantes para os estúdios de Hollywood e gigantes do streaming. A conclusão é clara: para a Geração Z (nascidos entre meados de 1990 e 2010), os videojogos já superaram o cinema e a televisão como a forma de entretenimento favorita e prioritária.
O Ranking das Preferências
A pesquisa pediu aos participantes que classificassem as suas atividades de lazer favoritas. Entre os jovens da Geração Z, os resultados foram:
- Videojogos: 26% escolheram os jogos como a atividade número um.
- Ouvir Música: 14% preferem o consumo de áudio.
- Navegar em Redes Sociais: 12% focam-se no scroll infinito.
- Assistir a Filmes e Séries em Casa: Apenas 10% colocam o streaming de vídeo como prioridade.
O relatório destaca que a Geração Z busca o protagonismo e o pertencimento em vez do consumo passivo, impulsionada por três fatores cruciais: a interatividade e agência, que permitem ao jovem controlar a narrativa e o próprio destino; a conexão social, transformando os jogos em modernas “praças públicas” de convivência virtual; e a personalização, que oferece a capacidade de expressar a identidade através de avatares, um diferencial que o cinema tradicional ainda não consegue replicar.
Este dado explica por que empresas como a Netflix estão a investir pesadamente em jogos dentro das suas aplicações e por que a Warner e a Disney estão a transformar as suas maiores franquias (como Star Wars e Harry Potter) em experiências de mundo aberto. O desafio agora é: como capturar a atenção de um público que considera “chato” ficar sentado a olhar para um ecrã sem interagir durante duas horas?
A pesquisa indica que o streaming de vídeo já não é o destino final, mas sim uma parte de um ecossistema. Para a Geração Z, um filme só é interessante se puder ser discutido no TikTok, jogado no console ou transformado em conteúdo no YouTube.

