3 de março de 2026
CINEMA Crítica

O Brasil no Oscar 2026: Variety aposta na vitória de “O Agente Secreto” como Melhor Filme Internacional

Após as características de “Ainda Estou Aqui” em 2025, Kleber Mendonça Filho surge como o grande favorito para trazer a segunda estatueta consecutiva ao país.

Depois de ter sido uma das maiores aliadas da campanha histórica de Fernanda Torres no ano passado, a prestigiosa revista estadunidense voltou a colocar o cinema nacional no topo de suas apostas. Na última segunda-feira (2), o crítico Clayton Davis atualizou sua reflexão e cravou: “O Agente Secreto” deve vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026.

O país busca agora seu segundo Oscar, somando-se à vitória histórica de Walter Salles com Ainda Estou Aqui, que em 2025 cortou o jejum brasileiro na categoria internacional.

Se a previsão for confirmada no próximo dia 15 de março, em Los Angeles, o Brasil alcançará um feito inédito: duas vitórias consecutivas na categoria de Melhor Filme Internacional. Atualmente, o país ostenta apenas uma estatueta oficial em sua história, conquistada justamente no ano passado.

O Cenário nas Outras Categorias

Embora o otimismo seja alto na categoria de filme internacional, o crítico pondera sobre as categorias principais. Apesar da aclamada atuação de Wagner Moura e do reconhecimento do elenco, a Variety aposta que o épico “Pecadores”, de Ryan Coogler, deve dominar as categorias de:

  • Melhor Filme
  • Melhor Ator (Barrando a estatueta para Wagner Moura)
  • Melhor Elenco

Um mergulho no suspense do Recife de 1977

“O Agente Secreto” transporta o espectador para o Recife de 1977, onde o suspense de espionagem se funde à tensão sufocante da ditadura militar. Na trama, Wagner Moura dá vida a Marcelo, um homem em fuga que busca refúgio no Carnaval pernambucano enquanto tenta desprezar agentes governamentais que o marcam como subversivo. Com a assinatura estética inconfundível de Kleber Mendonça Filho , o longa utiliza a paranoia da vigilância constante para criar um retrato vibrante e perturbador de um Brasil que, entre confetes e sombras, lutava para não ser apagado pela repressão.

Além do protagonismo de Moura, a longa ostenta um elenco de peso com nomes como Gabriel Leone, Maria Fernanda Cândido e Alice Carvalho, além das participações de Udo Kier e Hermila Guedes. A produção já carrega um prestígio internacional invejável: após sua estreia no Festival de Cannes, saiu vitoriosa nas categorias de Melhor Direção e Melhor Ator.

Um destaque curioso e aclamado pela crítica estrangeira foi a atuação de Tânia Maria (Dona Sebastiana), que chegou a ser eleita pelo New York Times como a melhor atuação com cigarro da temporada!